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Dos escombros levantar montanhas, para assim tecer cupinzais em minhas veias

Carchíris 
Ação de 30'
Festival Verbo - 17º Mostra de Performance Arte
São Luís, Maranhão
(2023)

[PT]

"Dos escombros levantar montanhas, para assim tecer cupinzais em minhas veias" é o verso das histórias contidas nos mapas que traço e entrego para entes de vazante-enchente. Um espaço em que água, paquinhas da terra e cupins não conseguem cartografar no papel. 


Agradecer é a vitalidade deste novo caminhar. Agradeço aos portais que são abertos para os nossos encontros. Obrigada Thorácica, por comigo aceitar levantar montanhas através dos nossos suspiros. Para cada portal atravessado aqui nesta história, há um novo costurar marcado por linhas de zelo, cuidado e energia. Seguimos juntas para além das nossas dimensões.

Agradeço Antônio, meu avô. Cada dia e noite que se passa nos enxergamos cada vez mais próximos. Obrigada por estar junto de mim. Aqui é também sobre nós.

[ENG]

"Dos escombros levantar montanhas, para assim tecer cupinzais em minhas veias" is the verse of the stories contained in the maps that I trace and give to the ebb-tide entities. A space where water, earth's creatures, and termites can't chart on paper.
 

Gratitude is the vitality of this new journey. I'm thankful for the portals opened for our encounters. Thank you, Thorácica, for accepting to raise mountains with me through our sighs. For each portal crossed in this story, there is a new stitching marked by lines of care, tenderness, and energy. We continue together beyond our dimensions. 

Especial thanks to Antônio, my grandfather. With each passing day and night, we see each other more closely. Thank you for being with me. This is also about us.

 

[PT]
 
Fotografia e câmera: Pablo Monteiro
Assistente de câmera: Pablo Figueiredo
Curadoria: Marcos Gallon e Samantha Moreira
Apoio: Sr. Antônio Alves da Costa, Mestre Hulk e Nathan Braga
Produção: Thadeu Macedo, Dinho Araújo e Gabriel Campelo

Carchíris, "Dos escombros levantar montanhas, para assim tecer cupinzais em minhas veias", 2023. Performance e instalação. Areia, terra e pedra da Praia de Mangue Seco (Raposa, Maranhão), barro; desenhos da série "Vazantes Para Entes De Enchentes Terrestres" (aquarelas do Rio da Mata e Rio do Rumo e giz pastel oleoso sobre papel 300G; 2022 - presente); escultura Thorácica I da série “Thorácica (um respiro debaixo da terra para cada sonho cultivado pelo Sol)” (vergalhão, brita e grade de galinheiro; 2023 - presente). 

 
[ENG]
 
Camera: Pablo Monteiro
Camera Assistant: Pablo Figueiredo
Curators: Marcos Gallon and Samantha Moreira
Support: Mr. Antônio Alves da Costa, Mestre Hulk, and Nathan Braga
Production: Thadeu Macedo, Dinho Araújo, and Gabriel Campelo

Carchíris, "Dos escombros levantar montanhas, para assim tecer cupinzais em minhas veias", 2023. Performance and installation. Sand, earth, and stone from Mangue Seco Beach (Raposa, Maranhão), clay; drawings from the series "Vazantes Para Entes De Enchentes Terrestres" (watercolors of Rio da Mata and Rio do Rumo and oil pastel on 300G paper; 2022 - present); sculpture Thorácica I from the series “Thorácica (um respiro debaixo da terra para cada sonho cultivado pelo Sol)” (rebar, gravel, and chicken wire; 2023 - present).

Como carangueijos: patas em solo com os olhos para o Sol 

Carchíris 
Instalação
Residência Lab.SUAV - 1º Edição
São Luís, Maranhão
(2023)

[PT]

Aqui é a materialização de um sonho. Um sonho há muito tempo cultivado pelas Íris dos meus olhos, e pelo salivar de minha boca. "Como carangueijos: patas em solo com os olhos para o Sol" é de mim uma parte que se estilhaça em várias... Uma parte em que sou grata pela chance do poder de dar os primeiros pisões dentro da mata que me rege, enquanto sou guiada pelas forças e espíritos das raízes e marés de onde escorro.

Contemplar o Divino, mas sem a necessidade de penetra-lo. Neste primeiro ato é onde eu crio acessos de passagem para as minhas memórias, aparições, lágrimas, sabores e amores despertados sob a guarda do ecossistema dos manguezais. Um bioma que abundantemente se irradia nas margens próximas de minha casa: a linha do Equador

Um obrigada para todos os gestos e abraços manifestados dentro dos labirintos mágicos e gosmentos da Praia da Guia, Praia do Mangue Seco, Praia de Itatinga, Praia do Lajeiro, Praia do Bonfim, e todas as outras dimensões molhadas, doces e salgadas que permitiram o adentrar dos solados de meus olhos, peito e respiro.


[ENG]

Here is the materialization of a dream. A dream long cultivated by the irises of my eyes and the salivation of my mouth. 
"Como carangueijos: patas em solo com os olhos para o Sol / Like crabs: feet on the ground with eyes toward the Sun" is a part of me that shatters into many pieces... A part for which I am grateful for the chance to take the first steps into the forest that governs me, while being guided by the forces and spirits of the roots and tides from which I flow.
 

Contemplating the Divine without the need to penetrate it. In this first act, I create portals for my memories, apparitions, tears, flavors, and loves awakened under the guardianship of the mangrove ecosystem. A biome that abundantly radiates along the shores near my home: the Equator line.
 

Thank you for all the gestures and embraces manifested within the magical and gooey labyrinths of Praia da Guia, Praia do Mangue Seco, Praia de Itatinga, Praia do Lajeiro, Praia do Bonfim, and all the other wet, sweet, and salty dimensions that allowed the soles of my eyes, chest, and breath to enter.

[PT]

Carchíris, "Como carangueijos: patas em solo com os olhos para o Sol", 2023. Instalação específica no local. Anzóis, vergalhões de ferro, areia, terra e pedra da Praia de Mangue Seco (Raposa, Maranhão); pinturas escultóricas da série (óleo sobre lona construtiva, recorte à base de navalha; 2023 - presente). 

[ENG]

Carchíris, "Como carangueijos: patas em solo com os olhos para o Sol", 2023. Site-specific installation. Fishing hooks, iron rebar, sand, soil, and stone from Mangue Seco Beach (Raposa, Maranhão); sculptural paintings from the series (oil on construction canvas, knife-cut; 2023 - present).

Como carangueijos: patas em solo com os olhos para o Sol / Capítulo II

Carchíris 
Open Studio - Chão SLZ
São Luís, Maranhão
(2023)

[PT]

No começo de julho apresentei em formato de OPEN STUDIO o segundo capítulo de “Como carangueijos: patas em Solo com os olhos para o Sol” (2023), dentro da barriga do @chaoslz, São Luís (MA).

Agradeço quem foi sacar não apenas o desdobrar das novas pinturas-filhas, mas também o esqueleto de minha instalação “Garganta” (2023), e uma parte dos escritos e desenhos de um dos meus diários de pesquisa dos últimos meses.


Fotos: Luiza Barcelar

[ENG]

 

At the beginning of July, I presented the second chapter of “Como caranguejos: patas em Solo com os olhos para o Sol” (2023) in an OPEN STUDIO format, inside the heart of @chaoslz, São Luís (MA).
 

I'm grateful to those who came not only to witness the unfolding of the new painting-daughters but also the skeleton of my installation “Garganta” (2023) and part of the writings and drawings from one of my research journals from the past few months.
 

Photos: Luiza Barcelar

Paisagem Saudade

Carchíris 
Instalação e performance
Residência Oficina Solar - 1ª Edição
Rio de Janeiro, RJ 
(2023)

[PT]

'Somente agora em casa entendo que “Paisagem Saudade” é um presente para minha mãe, Luciana. Cavucar caminhos pra lembrar das caminhadas que fizemos juntas nesse mundo, e que agora é uma estrada que permanece, mas com cada uma tecendo o fio de sua própria história e escolhas.

Por muitos anos foi apenas nois duas, e os vários lugares, bairros, casas, ruas, praias, quintais, medos e segredos que testemunharam o nosso crescer… Ao longo dessa trilha, aberta pelos litros de alfazema que guardam nossas lembranças, nosso encontro foi o primeiro vergalhão a sustentar o pilar de nossa amizade e nossas vidas... um Feliz Natal pra nóis.' 

 

[ENG]

 

'Only now, at home, do I understand that "Paisagem Saudade" is a gift for my mother, Luciana. Digging paths to remember the walks we took together in this world, and now it's a road that remains, but with each of us weaving the thread of our own story and choices.

For many years it was just the two of us, and the various places, neighborhoods, houses, streets, beaches, yards, fears, and secrets that witnessed our growth… Along this path, opened by the liters of lavender that hold our memories, our meeting was the first rebar to support the pillar of our friendship and our lives... Merry Christmas to us.'

[PT]
Carchíris, "Paisagem Saudade", 2023. Instalação-performance. barro, lama, musgo, galhos de figueira e jaqueira maturados com alfazema, peixe da espécie Micropogonias furnieri - Corvina; Esculturas Thorácica n. II, III e IV, da série “Thorácicas (um respiro debaixo da terra para cada sonho cultivado pelo Sol)” (vergalhões, cerâmicas, aquarelas de alfazema e cavucação em navalha sobre papel 360G; 2023 - presente). 

[ENG]
Carchíris, "Paisagem Saudade", 2023. Installation-performance. Clay, mud, moss, fig and jackfruit branches matured with lavender, fish of the species Micropogonias furnieri - Corvina; Thorácica Sculptures No. II, III, and IV, from the series “Thorácicas (um respiro debaixo da terra para cada sonho cultivado pelo Sol)” (rebar, ceramics, lavender watercolors, and razor carving on 360G paper; 2023 - present). 

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[PT]
Fotografia: Renato Mangolin
35mm: Carchíris e Ana Bia Silva

Curadoria: Catarina Duncan, Bernardo Mosqueira e Matheus Morani
Acompanhamento curatorial: Beatriz Lemos, Clarissa Diniz e Thayná Trindade
Apoio: Marcos Duarte e loren minzú
Produção: Jade, Consuelo Bassanesi e Emilia Strada
Iluminação e montagem: Los Montadores e Adriano Mendonça


Um agradecimento especial para toda a equipe do educativo, de limpeza e segurança do Solar dos Abacaxis, e também a minha família...

[ENG]

Photography: Renato Mangolin
35mm: Carchíris and Ana Bia Silva
Curatorship: Catarina Duncan, Bernardo Mosqueira, and Matheus Morani
Curatorial support: Beatriz Lemos, Clarissa Diniz, and Thayná Trindade
Support: Marcos Duarte and loren minzú
Production: Jade, Consuelo Bassanesi, and Emilia Strada
Lighting and assembly: Los Montadores and Adriano Mendonça

 

Special thanks to the entire educational, cleaning, and security team at Solar dos Abacaxis, and also to my family...

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[PT]
Eu e minha mãe em 2007, ou 2008, em nossa 6º morada, uma quitinete de um quarto na região do bairro do Centro Histórico de São Luís/MA.

[ENG]
Me and my mother in 2007, or 2008, in our 6th address, a one-bedroom studio in the Historic Center neighborhood of São Luís/MA.

Paisagem Saudade 

Carchíris 
Ação de 60'
Residência Oficina Solar - 1ª Edição / Museu Bispo do Rosário
Rio de Janeiro, RJ 
(2023)

[PT]

Ação feita com visitantes, trabalhadores, artistas e antigos pacientes da Colônia Juliano Moreira, atual Museu do Bispo do Rosário. A ação ocorreu na área da horta agroecológica, e fez parte do programa público institucional da residência Oficina Solar (Solar dos Abacaxis). 

Fotografias: Lourenço Parente


[ENG]
 

Action taken with visitors, workers, artists, and former patients of the Juliano Moreira Colony, now the Bispo do Rosário Museum. The action took place in the area of the agroecological garden and was part of the institutional public program of the Solar dos Abacaxis residency (Oficina Solar).
 

Camera: Lourenço Parente.

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Deus abençoe o nosso amor - God Bless Our Love

Carchíris 
Exposição Individual
Lima Galeria
São Luís, Maranhão
(2024)

[PT]

Amanhã, 21 de março, inaugura a minha primeira solo ‘Deus abençoe o nosso amor - God bless our love’ na 
@lima_galeria, com texto de @trinthay, vulgo minha mãezona que, com firmeza e delicadeza, carregou no colo uma parte de mim da qual ainda nem consigo entender.

No final de 2023 minha mãe decidiu partir com meu irmão pra iniciar um novo ciclo da vida dela, deixando comigo de presente uma única bagagem com todas as coisas das quais ela precisava abandonar e eu segurar. Uma dessas coisas foi o rosto do meu pai em várias situações distantes da única imagem que eu criei dele ao longo de toda a minha existência até aqui, e que somente agora, vendo cada detalhe de cada registro, vejo que na verdade o que eu jurei nunca ter tido eu já havia degustado. Ser engolida por mangue, numa época de chuva com calor, pra fazer curadoria de resto de lona descartada por palafitas pra poder pintar foi a minha terapia, e o que me salvou de muita coisa nesses últimos meses de intenso silêncio. Não é só sobre, mas a minha primeira individual, do qual sou contentona de poder tá fazendo dentro de casa pra minha gente ver, é dedicada pro primeiro homem que foi “embora” da minha vida. Um presente pro cara que eu nunca conheci, mas que hoje eu consigo sonhar uma infinitude de vidas, parcerias e lembranças q nois poderia junto ter criado, e eu gosto disso

📿 God bless our love

Texto curatorial: Thayná Trindade
Parede artística: Mônica Durans (negONica)
Projeto de expografia: Carchíris
Montagem: Fábio Nunes e Rafael Vasconcelos
Agradecimentos especiais: Sr. Antônio Alves da Costa, Sra. Edna Botão e Mestre Hulk

[ENG]
 

Tomorrow, March 21st, marks the opening of my first solo exhibition 'Deus abençoe o nosso amor - God bless our love' at @lima_galeria, featuring text by @trinthay, affectionately known as my "big momma" who, with strength and delicacy, carried a part of me that I still can't fully comprehend.
 

By the end of 2023, my mother decided to move on with my brother to start a new chapter in her life, leaving me with a single suitcase containing everything she needed to leave behind and for me to hold onto. One of those things was my father's face in various distant situations from the sole image I had created of him throughout my entire existence until now, and only now, seeing every detail of each record, do I realize that what I swore I never had I had already tasted. Being engulfed by mangrove, during a time of rain and heat, to curate scraps of canvas discarded by stilt houses to paint was my therapy, and what saved me from many things in these past months of intense silence. It's not just about it, but my first solo, of which I'm happy to be able to do at home for my people to see, is dedicated to the first man who left my life. A gift for the guy I never met, but who today I can dream of an infinity of lives, partnerships, and memories that we could have created together, and I like that
 

📿 God bless our love
 

Curatorial Text: Thayná Trindade
Artistic Wall: Mônica Durans (negONica)
Exhibition Design: Carchíris
Installation: Fábio Nunes and Rafael Vasconcelos
Special Thanks: Mr. Antônio Alves da Costa, Mrs. Edna Botão, and Mestre Hulk

[PT]

 

Em sua primeira mostra Deus abençoe o nosso amor - God bless our love, Carchíris apresenta os trabalhos resultantes de suas últimas residências artísticas, tendo como ponto central o despertar da memória de seu pai como eixo para reimaginar futuros e solidificar afetos. A partir de uma série de propostas que trazem estudos sobre suas próprias raízes fincadas em solos maranhenses e nas observações dos caminhos, no tracejar das águas em encontros com a terra, sendo base para a construção dos templos para o renascimento e apaziguamento quase que a contrapelo de sua própria história.

 

Olhar para as memórias assentadas em registros fotográficos, presenteados recentemente pela sua mãe, estabelecem uma humanização das imagens com afeto e conexão ao que poderia ter sido, ou melhor, geram insumos necessários ao que se entendeu a um determinado tempo como ausências e hoje tornam-se presenças pulsantes, vivas, reconciliadas e espelhadas.

 

Tomada pela própria ideia de bençãos, presentes nas sonoridades de Deus abençoe o nosso amor - God bless our love e nas ascensões pelo amor e pela vida, filosofadas pelos reggaes presentes na ebulição maranhense. Quando exaltamos a existência e a transcendência da ternura, rogamos a elevação divina, onde o anseio pela proteção "a frente, a retaguarda e aos lados" e "dos mais velhos aos mais novos", nos toca nos mais profundos sentidos existenciais.

 

Há, portanto, uma relação entre o que se foi e ao que deseja ser, reverberados como fruto do que foi sentido, obstinado e abençoado. Que nos permite vislumbrar a poética de Carchíris no mais terno caminho da revelação do quase improvável, compartilhado a nós com uma sublime minúcia de seus objetos, pinturas e esculturas que não buscam uma figuração ou sentido linear, dentro dos moldes do tradicionalismo histórico-artístico, mas uma evocação ao sentido do existir abençoada, apesar dos (des)caminhos, tudo continua sendo celebrado.

 

Thayná Trindade

Curadora

[ENG]

In her first exhibition "God bless our love - God bless our love", Carchíris presents works resulting from her recent art residencies, centered around awakening memories of her father as a focal point to reimagine futures and solidify affections. Through a series of proposals that explore her own roots deeply embedded in Maranhão soils and in the observations of paths, tracing waters in encounters with land, these serve as a foundation for constructing temples for rebirth and appeasement against the current of her own history.

Looking at memories captured in recently gifted photographic records from her mother humanizes the images with affection and connection to what could have been, or rather, generates necessary inputs that were once perceived as absences and now become pulsating, living, reconciled, and mirrored presences.

Embracing the idea of blessings, resonant in the sounds of "God bless our love - God bless our love" and in the ascensions through love and life, philosophized by reggae rhythms inherent to Maranhão's fervor. When we exalt existence and the transcendence of tenderness, we invoke divine elevation, where the yearning for protection "in front, behind, and on the sides" and "from the elders to the youngest" touches us in the deepest existential senses.

Thus, there is a relationship between what has been and what one desires to be, reverberating as a result of what was felt, obstinate, and blessed. This allows us to glimpse Carchíris' poetics in the most tender path of revealing the nearly improbable, shared with us with a sublime precision of her objects, paintings, and sculptures that don't seek figuration or linear meaning within the confines of historical-artistic traditionalism, but an evocation of the blessed sense of existence, despite the (mis)steps, everything continues to be celebrated.

Thayná Trindade
Curator

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